Quinta-Feira, 27 de Novembro de 2014.

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O Blog do Suinocultor
Data > 05/07/13 Preços Ajustados Preços Anteriores
Produto Unidade Min. Med. Max 1 sem. 4 sem. 1 ano
Suíno Gaúcho(1) Kg. vivo 0,00 0,00 0,00 2,53 2,59 1,90
Milho(2) Saco 0,00 0,00 0,00 25,08 24,75 24,49
F.soja a vista(3) Tonelada 0,00 0,00 0,00 1.046,67 983,33 1.015,00
F.soja a prazo(3) Tonelada 0,00 0,00 0,00 1.060,00 996,67 1.025,00
Outros Valores 05/07/13 1 sem. 4 sem. 1 ano
Cotação Agroindustrial 0,00 2,20 a 2,30 2,20 a 2,30 1,90
(1) Preços ajustados para o prazo de 7 dias, CIF indústria, pesagem na indústria.
(2) Preço pago por produtores ajustado para o prazo de 15 dias, FOB vendedor.
(3) Farelo de soja - média de quatro fornecedores nas Missões, Alto Uruguai e na Serra.
(4) Cotação das empresas: Aurora, Pamplona, Perdigão, Sadia e Seara.
Comentário

Cadê a Pesquisa do Preço Gaúcho?

Os visitantes ao site SUINOS.COM.BR devem ter notado que, nas últimas duas semanas, não foi publicada a Pesquisa do Preço Gaúcho. O motivo disso é explicado abaixo.

A Pesquisa do Preço Gaúcho foi iniciada em setembro de 2004 pela Informática Dinâmica Ltda. (ID), uma pequena empresa pertencente ao suinocultor gaúcho Martin Riordan, da Suinocultura Suinosul de Santa Rosa. Martin ficou indignado pelo fato que não existia nenhuma fonte confiável do preço de mercado do suíno para abate no Rio Grande do Sul. Na época, a ACSURS divulgava o valor “SINDICARNE”, dizendo que era o preço do suíno.

Qualquer observador do mercado na época sabia que o tal de SINDICARNE não era o preço do suíno. Era um valor de referência usado pelo cartel de frigoríficos de suínos para seus cálculos internos. Em média, ficava 15% abaixo do verdadeiro preço de mercado. Sua divulgação como o “preço do suíno” era um desserviço aos suinocultores menos informados.

Por isso que Martin resolveu iniciar um levantamento do preço do suíno no Estado, pesquisando os preços de venda dos principais suinocultores independentes cada semana. Estes preços tinham variação de prazo de pagamento (à vista, 7 dias, 30 dias, etc.), de local de entrega dos suínos (na granja ou na indústria) e de quem transportava os suínos (vendedor ou comprador). Todos estes fatores influenciam no valor líquido recebido pelo produtor.

Para chegar a um preço padrão, os valores e condições de cada venda eram ajustados para um padrão: suínos entregues na indústria pelo produtor com pagamento em 7 dias. Então era calculada uma média ponderada, dando mais peso para vendas em quantidade maior, para não deixar uma venda pequena com preço muito alto ou baixo afetar a média demasiadamente.

De setembro de 2004 até duas semanas atrás, esta pesquisa foi levantada semanalmente junto com os principais suinocultores do Estado. Pelo fato que oferecia um serviço valioso para os suinocultores, foi apoiado com um pequeno patrocínio da ACSURS e o restante da despesa foi bancada pela ID. A pesquisa sempre procurou ficar isenta de influências que queriam apresentar um preço mais alto ou mais baixo com a finalidade de manipular o mercado. Ela sempre apresentou o preço real, pois esta informação era vital para quem iria vender suínos.

No início de maio deste ano, a Informática Dinâmica recebeu uma mensagem da assessora de comunicação da ACSURS, avisando que a ACSURS não iria mais patrocinar a pesquisa, pois ela mesmo iria começar a fazer uma pesquisa. A ID aceitou esta decisão – afinal, já existiam vários preços de mercado publicados: o da Emater, o SINDICARNE e a Pesquisa do Preço Gaúcho. Mais um preço, o da ACSURS, não iria fazer muita diferença.

Mas duas semanas atrás, ao ligar aos seus informantes para pesquisar o preço, alguns dos principais avisaram que foram “proibidos” de informar o preço à ID pelo presidente da ACSURS, Valdecir Folador. Ao fazer contato com esta pessoa, a ID foi informada que ele não proibiu a divulgação do preço à ID e prometeu ligar para estes informantes para desfazer a impressão equivocada que tiveram, da proibição de informar o preço.

Infelizmente, ele não fez o que prometeu. Em contato com os informantes esta semana, confirmaram que foram proibidos de fornecer o preço à ID. E, sem estes preços, a ID não tem como produzir um preço confiável, independente e transparente, como vinha fazendo ao longo de quase nove anos.

Em e-mail recebido da ACSURS em relação à pesquisa que ela começou a fazer, fomos informados que “A metodologia [da pesquisa] foi desenvolvida pela própria ACSURS, portanto não a divulgaremos, e sim só o produto final que é a Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno (...)” (grife nossa). Ou seja, o resultado vai ser transparente como os cálculos de tipificação de carcaças feitos pelos frigoríficos anos atrás, usando uma fórmula desconhecida que mudavam conforme a sua conveniência e sem o produtor tomar conhecimento.

Foi exatamente para fugir da manipulação do preço divulgado que a ID iniciou a Pesquisa do Preço Gaúcho em 2004, para apresentar aos produtores gaúchos o real preço de mercado cada semana. Esta meta foi mantida por longos anos, até duas semanas atrás, quando foi impossibilitada por decisão da ACSURS.

Agora teremos um “preço de mercado” que sai da caixa preta da ACSURS, sem saber qual a base de cálculo. Quem sabe, um dia alguém inicia mais uma pesquisa isenta de interesses para saber o verdadeiro preço de mercado...

Fonte: Informática Dinâmica Ltda. Pesquisa realizada no dia 05/07/13



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